quinta-feira, 9 de abril de 2009


"ESPECIAL"
Eis que já nãosou o mesmo
A vontade de me esterminar aumenta
E para evitar minha morte, tranco-me
Ainda que exista lá fora alguns amigos
Nenhum desejo comigo agora
As festas continuam
A alegria de mais um dia continua
Fogos... músicas...danças...
Todos festejm algo, menos eu
Eis que já não sou o mesmo
Deixei de ser amado para ser especial
De tantas as palavras
De tantos os significados
Tu, meu amor, escolhes-te esta
Sou para ti apenas especial
Então, amor, entenda
Sou tão especial que choro
Imploro por nosso amor acabado
Sou especial por ter te amado
E por viver com esta ilusão
E por ser especial me corto
Sangro dia e noite o meu amor
Especial como meus remédios em minha cabiceira
Que me trás tua imagem em sonho...
Ah, meu amor..
D'onde tiras-te esta idéia?
Especial juro que não sou
Preferiria outra palavra mais dirta
Que me contasse exatamente o que sou
Sou visto por tantos olhares deste modo
Tantos já me referiu a tal termo
E hoje no meu quarto choro
Por aquelas palavras ditas em vão
Por aqueles que esvasiaram minha vida
E que você jurou não terminar deste modo
Hoje te vejo em gestos esquecidos
Em outros rostos, outras atitudes
Você também me deixou
E me presenteou com a palavra
"Especial".
The Angel of Darkness
kimy.

sábado, 4 de abril de 2009

Uma dúzia de rosas vermelhas...


Numa lápide do cemitério, Deixaram envoltas em fitas, Uma dúzia de rosas vermelhas. A foto era amarela e antiga, Inscrição apagada, descolorida. Provavelmente uma namorada, Um amor que se foi... Eu nunca ganhei rosas vermelhas. Como invejei aquela morta, Que mesmo estando deteriorando, Se fazia desejada, amada, lembrada E eu aqui mofando... Em vida! Uma alma fúnebre que respira E nunca ganhou rosas... Peguei as fitas e joguei, Uma a uma, no túmulo ao lado. Cada botão de rosa que eu tocava Morria, murchava condenado A ser um morto - vivo despeitado, Como meu coração ali se mostrava, Um mero órgão desapaixonado... E a foto da inscrição apagada, Verteu duas lágrimas caladas, Longe da percepção humanamente sentida Chorou por ter em morte gesto tão pleno de vida __Uma dúzia de rosas vermelhas querida! E nem percebeu que haviam lhe roubado, Nem as flores, nem as fitas... Disso aprendi que o que vale Não são as rosas que por ventura receba, Mas o amor que por certo distribua, Que faça, mesmo em morte, ser lembrada, Mesmo depois de deteriorada, Continuar a ser desejada e querida. Isso é só para os que foram plenos em vida!

El Vampiro


Tú que como una cuchillada
entraste en mi triste pecho,
tú que, fuerte cual un rebaño
de demonios, viniste, loca,
a hacer tu lecho y tu dominio
en mi espíritu humillado.
--Infame a quien estoy unido
como a su cadena el galeote,
corno al juego el jugador,
como a la botella el borracho
como al gusano la carroña,
--¡maldita seas, maldita!
Rogué al rápido puñal
que mi libertad conquistara
dile al pérfido veneno
que socorriese mi cobardía.
Mas ¡ay! puñal y veneno
despreciándome, me han dicho:
"No mereces que te arranquen
de esa maldita esclavitud,
¡imbécil! --si de su imperio
nuestro esfuerzo te librara,
tus besos resucitarían de tu vampiro ¡el cadáver!".


Ajuda-me a encontrar meu próprio caminho ao luar
Sou mais solitário e desamparado, que jamais pudesses imaginar
Se teus olhos não podem ver na escuridão, meus uivos vão dizer-te
Eu sou um prisioneiro de sangue, da cova fria, um amante
Uma criatura do silêncio
Então, deixa-me tomar o caminho para tuas veias
E seja minha companheira, noite após noite
Por toda a eternidade

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Doce Vampira...


Em teus sonhos reproduzi meus desejos..
Que aos poucos surgem dentro de ti..
Ao fechar os olhos sente minha presença..
Aquela que esperava sem fim..
No meu silêncio ecoou o teu grito..
Em minhas lágrimas estravazei sua dor..
Em minhas mãos encontrei seus sentidos..
Soluços suaves de uma vida vazia..
Eis que surje em sua frente minhas palvras..
E cada letra soa poesia..
E cada palavra gera um encanto..
Atravez delas destruo as distancias..
E me aproximo de ti.
Então feche os olhos esta noite..
Me procure, estou aqui...
Sinta minhas mãos estendidas..
Pegue, vamos sair deste breu..
Deste vale sombrio do seu pensamento..
Mostrarei a ti as belezas de uma noite..
É só aceitar.. e em minhas mãos pegar..
Estendo-as..
Mas és tu quem decide se vai ou se fica..

em meu caminho encontrei o seu

penas leves a voar ao vento

o que fizes-te de ti?

onde estão tuas asas?

teus olhos sangravam lágrimas

seu silêncio foi insurdecedor

estendeu-me a mão...

o que queres de mim?

quais são suas vontades?

mas novamente tive o silêncio como resposta

eu me afasto de ti

mas minha mão fica pesa na tua

eu desvio o meu olhar

mas tua imagem reflete em minha alma

como pode se deixar assim?

destruiu as próprias asas em maudades

e agora o que queres de mim?

meu anjo ... meu ser.. meu eu

Doce Vampira...

Em teus sonhos reproduzi meus desejos..
Que aos poucos surgem dentro de ti..
Ao fechar os olhos sente minha presença..
Aquela que esperava sem fim..
No meu silêncio ecoou o teu grito..
Em minhas lágrimas estravazei sua dor..
Em minhas mãos encontrei seus sentidos..
Soluços suaves de uma vida vazia..
Eis que surje em sua frente minhas palvras..
E cada letra soa poesia..
E cada palavra gera um encanto..
Atravez delas destruo as distancias..
E me aproximo de ti.
Então feche os olhos esta noite..
Me procure, estou aqui...
Sinta minhas mãos estendidas..
Pegue, vamos sair deste breu..
Deste vale sombrio do seu pensamento..
Mostrarei a ti as belezas de uma noite..
É só aceitar.. e em minhas mãos pegar..
Estendo-as..
Mas és tu quem decide se vai ou se fica..